Povos bantu

Povos bantu, os cerca de 85 milhões de falantes das mais de 500 línguas distintas do subgrupo Bantu da família linguística Niger-Congo, ocupando quase toda a projecção do sul do continente africano. A classificação é principalmente linguística, pois os padrões culturais dos falantes bantu são extremamente diversos; a ligação linguística, contudo, deu origem a considerável especulação sobre uma possível área comum de origem dos povos bantu, sendo a evidência linguística que aponta fortemente para a região da actual fronteira Camarões-Nigéria. É geralmente aceite que cerca de um terço do continente hoje ocupado pelos povos de língua banto era, até há aproximadamente 2.000 anos atrás, o domínio de outros grupos. As causas e o itinerário da migração banto subsequente atraíram a atenção de vários antropólogos. George P. Murdock dos Estados Unidos postulou que a expansão dos Bantu estava associada à sua aquisição de certas culturas alimentares malaias (banana, taro, e inhame), que se espalharam para oeste por todo o continente por volta da altura em que se pensava que a migração tinha começado. Estas culturas, argumentou Murdock, permitiram-lhes penetrar na floresta tropical húmida da África equatorial, de onde se espalharam para sul. Uma visão mais generalizada, contudo, é que a rota migratória se estendia para leste, através do sul do Sudão, e depois para sul, passando pelos grandes lagos do nordeste.

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Poucas generalidades para além disto são úteis. As organizações económicas, sociais e políticas dos vários povos de língua banto são extremamente diversas, reflectindo em parte a vasta gama de habitats que ocupam. Os sistemas de descendência e parentesco, as práticas religiosas e a organização política também exibem grande diversidade.